Potencial econômico das cidades do interior

Incorpe EmpreendimentosEconomia0 Comments

Ao contrário das tendências há algumas décadas atrás, o crescimento econômico já não se encontra mais centrado nas grandes cidades. Essa mudança acontece por motivos um tanto óbvios. Aquelas regiões que sofreram um crescimento imenso, tanto em nível populacional quanto no potencial econômico, hoje se encontram saturadas e a competitividade acaba por anular prematuramente a tentativa de pequenos investimentos comerciais, ou mesmo não proporcionar condições favoráveis para o crescimento de novos empreendimentos.

A qualidade de vida nessas cidades também fica comprometida, pois a competitividade do mercado comercial também se reflete no mercado de trabalho, o excesso populacional dificulta a aproximação entre os indivíduos e as interações sociais e, ainda, as desigualdades sociais intensificadas por esse contexto contribuem para o aumento da violência e da sensação de insegurança. Sendo assim, temos o fato de que essas cidades alcançaram estagnação em seu crescimento positivo ou continuam se desenvolvendo apenas muito lentamente, e cada vez menos apresentam vantagens para os indivíduos no que se refere a investimento financeiro ou pessoal.

Em contrapartida, as cidades do interior vêm apresentando crescimento expansivo em diversos aspectos. Uma pesquisa realizada pela consultoria paulista Geografia do Mercado de Pequenas Empresas & Grandes negócios, em 2008, já apontava que o potencial de crescimento havia migrado das grandes cidades para as cidades de pequeno e médio porte, e essa tendência ainda se encontra em expansão. Esse fenômeno, nomeado como “deseconomia de aglomeração”, acontece justamente pela menor competitividade que caracteriza essas cidades, o que oferece maior potencial de crescimento aos empreendimentos. Outro fator determinante é a busca pela qualidade de vida, que faz com que muitos investidores busquem locais nos quais eles possam viver com mais tranquilidade e segurança, inclusive para poder usufruir de fato dos frutos dos seus esforços e investimentos.

Em Minas Gerais essa tendência se mostra ainda mais intensa devido ao grande potencial de consumo das cidades do interior. Uma pesquisa do ICP sobre o assunto, realizada em 2015, revela que Minas Gerais lidera na região sudeste o ranking na participação do potencial de consumo do interior. A mesma pesquisa demonstra que enquanto houve um aumento considerável no percentual de consumo dos municípios do interior, as cidades da grande Belo Horizonte apresentaram uma alta retração.

A acessibilidade às novas tecnologias e meios de locomoção cada vez mais elaborados e eficientes também contribui para esse desinvestimento populacional e econômico nas grandes cidades, já que a distância delas não caracteriza mais um empecilho diante dos meios disponíveis para acessá-las, ou até mesmo acessar outros grandes centros. A liquidez econômica e social desmantela as limitações territoriais e valorizam mais a capacidade e habilidade das pessoas em acessar a rede de negócios e recursos disponíveis em nível mundial.

É claro, que diante da amplitude de possíveis lugares para investir é preciso considerar quais são os mais adequados às aspirações e intenções de cada um. Além das pesquisas disponíveis sobre as cidades mais interessantes para investir e viver, uma consultoria personalizada poderá auxiliar o indivíduo a escolher o local mais adequado para o seu investimento, seja ele pessoal ou financeiro, de acordo com as suas particularidades. Em uma sociedade que preza pela mudança rumo ao que é melhor, sempre em busca de gozar de condições mais saudáveis e prazerosas de vida, esse movimento de migração inversa é uma forma criativa e sustentável de buscar benefícios para si e para os seus, que acaba repercutindo de forma positiva socialmente, por desencadear um movimento de redistribuição demográfica nos territórios do país.

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